Conforme ressaltamos em aula: a linguagem de modelagem impõe uma visão de mundo. Cabe ao modelador interpretar os fatos da realidade, oriundos da elicitação de requisitos, conforme as estruturas propostas pela linguagem de modelagem. Ou seja, a linguagem embute regras que orientam, mas cerceia a maneira como os fatos serão expressos no modelo.
Um excelente exemplo, que exercitamos em aula, é a seta de controle dos actigramas SADT. A idéia de que os controles influenciam a maneira como a atividade é conduzida é determinante para que possamos diferenciá-las da entrada. Lembre que nos actigramas a entrada é opcional e o controle é obrigatório. Vimos por exemplo que uma atividade “gerar” pode ter como controle o tamanho da lista e a política de geração, ao passo que a entrada seriam números e a saída uma lista de números. Enquanto o tamanho e a política de geração mantêm-se, os números podem ser entendidos como consumidos pela atividade.
Distinguir controle e entrada é uma das dificuldades que o modelador encontra na interpretação de fatos. No entanto, o entendimento da semântica da seta de controle, com a prática, leva a que o modelador diferencie entre essas duas perspectivas.
Falamos também de uma linguagem de modelagem chamada “cenários”. Vimos que a perspectiva utilizada por cenários é baseada na idéia de que o UdI é composto de um conjunto de situações, e um cenário descreve uma situação.
Vejam a descrição da linguagem de cenários usando a própria linguagem de cenários. Não deixem de ler o artigo que define a linguagem de cenários e o seu processo de construção. Nesse artigo o SADT é usado para descrever o processo de modelagem de cenários.
segunda-feira, julho 02, 2007
Aula 10
Postado por
evolsoftware
às
9:46 AM
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