segunda-feira, junho 18, 2007

Aula 8

Nessa aula começamos a tratar de modelagem.

Modelos são fundamentais na definição de requisitos e muitas vezes são utilizados
como guias para a elicitação. .

São vários os tipos de modelos que vem sendo propostos para auxiliar o engenheiro de requisitos.

Hoje destaca-se o uso da UML. A UML é na verdade um conjunto de linguagens, capazes cada uma de prover um modelo com diferentes perspectivas. Falamos do caso de uso, do diagrama de classes (semelhante ao modelo Entidade Relacionamento), do diagrama de atividades e do diagrama de fluxo de dados. Sobre o DFD veja aqui.


Porque o DFD?

Quatro razões:

1) DFD expõe claramente o sentido de contexto.

2) DFD é uma linguagem relativamente simples.

3) É mais um exemplo da filosofia de sistemas (hierarquia - decomposição).

4) É orientada a fluxo — transformação e portanto serve como contraponto a linguagem do SADT (que veremos a seguir).

Vimos que a visão de fluxo - transformação proporcionou uma decomposição inicial diferente da vista para o SADT, onde o importante é o relacionamento entre as partes.

Vimos que as entradas foram transformadas em saídas. Essas entradas e saídas são informações que estão contextualizadas no diagrama do nível 0, ou diagrama de contexto, porque são oriundas ou destinam-se a entidades externas e portanto fora do sistema que queremos descrever.

Vale a pena exercitar o processo de decomposição do nível 1 para o nível 2. No caso, escolham um dos processos do nível 1 e façam a decomposição. Se tiverem dúvidas falem comigo. É um ótimo exercício para a prova. Prestem atenção no uso das regras de preservação de entradas e saídas, que permitem, utilizando-se procedimentos de enumeração e casamento de padrões, a identificação de problemas na decomposição.

Estou indicando dois sítios que me parecem boa referência sobre a UML. O primeiro, em Português, está relacionado a uma ferramenta, livre, para edição de diagramas das várias sub-linguagens da UML. Incentivo que procurem instalar e usar esse software. Outro, em Inglês, é um tutorial fornecido pela Borland e provê mais detalhes sobre os aspectos sintáticos de várias das sub-linguagens.

Um dos problemas ao aprender UML é que, apesar de ser um padrão (vide aqui o grupo regulador do padrão) tem tido diferentes interpretações por diferentes autores. Não se deixe confundir por essa confusão. Na dúvida, o sítio oficial da UML deve ser consultado."

Quem quizer ter uma visão geral de um projeto de software descrito utilizando a UML, veja o simulador de caixa eletrônico preparado por Russel Bjork.

Centraremos nossa atenção em uma classe de modelos, os que são orientados a linguagem natural. Em particular veremos cenários e léxicos.

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