quarta-feira, outubro 11, 2006

Aula 19

Nessa aula começamos a tratar a tarefa de Análise no contexto da Engenharia de Requisitos.

Procuramos ressaltar que uma atividade de análise deve ser feita se houver um modelo, ou seja
só é possível analisar se um descrição estiver disponível. Isso justificaria uma vez mais, a razão de dividirmos à Engenharia de Requisitos em: elicitação, modelagem e análise. Claro, como já frizamos anteriormente, que
essa divisão serve apenas para melhor entendermos o processo de definição de requisitos ou construção de requisitos e que na realidade essas tarefas ocorrem de maneira entremeada.

A atividade de Análise é a maneira como a Engenharia de Requisitos aborda o controle de qualidade. Sabendo que um software só será eficaz se atender aos requisitos, fica claro que os requisitos têm que ser da melhor qualidade.

No cerne dessa atividade está a diferença entre validação e verificação. Onde a verificação tem por objetivo aspectos de eficiência, a validação trata aspectos de eficácia. Vale lembrar que validação é usualmente associada a tarefas de testes e verificação às atividades de prova de programas. Deve-se, também, fazer uma associação com o conceito de
coerência e o conceito de consistência. Um modelo pode ser consistente, mas incoerente. Um modelo inconsistente pode ajudar a identificar um problema de coerência. A coerência de um modelo só pode ser assegurada por atores clientes e a maneira de fazer isso é através da validação. A consistência pode ser assegurada por atores desenvolvedores, sem interferência dos atores clientes.

Vimos que, no contexto de Engenharia de Requsitos, podemos ter as seguintes maneiras de levar adiante a verificação e validação:

Verificação:
a) utilização de sistemas de deteção de inconsistências,
b) leitura por atores e
b) inspeção.

Validação:
a) simulação dos requisitos (por exemplo: leitura em voz alta),
b) uso de linguagens operacionais que podem ser executadas e
c) leitura de requisitos por clientes.

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